sábado, 24 de novembro de 2012



O dia ainda não tinha despertado e os militares já percorriam as ruas a pé e em viaturas militares.
Toda esta agitação causou curiosidade por parte do povo. Povo este que saiu à rua para perceber o que se passava.
Quando já toda a gente se tinha apercebido do objetivo das tropas, imediatamente foram prestar auxilio.
Reuniu-se muita gente em frente ao Quartel do Carmo ansiosos por uma resposta ao confronto. Já se ouviam os disparos contra o Quartel e a revolta do povo que gritava “Democracia, Democracia!”
Maria Antonieta encontrava-se no meio de todo aquele enredo com seus pais, José e Ermelinda, que protegiam a filha dos empurrões e dos mais revoltosos. Maria Antonieta estava com medo do que podia acontecer à família com toda aquela revolução. Apertava a mão da mãe em jeito de aflição, de tanto apertar a mãe disse: - Filha tem calma, não te vai acontecer nada de mal.
- Não sei minha mãe, o pai está a gritar no meio dos revoltosos pedindo democracia. Ninguém nos vai ouvir, ninguém se importa connosco!
Não obtendo uma resposta por parte da mãe, Maria Antonieta ficou a observar tudo aquilo que a rodeava.
Momentos depois, chegaram numerosos tanques de guerra ao Quartel. Num deles encontrava-se um militar que chamou especial atenção a Maria Antonieta. Era um jovem que rondava os 20 anos, era alto e possuía um olhar azul muito forte. À primeira vista eram qualidades que Maria Antonieta apreciava num Homem e desde então, não retirou o olhar do tal rapaz e pensou “Ele tem alguma coisa que me atrai…mas, aquilo não é Homem para mim”.
O sol já estava bem lá no alto quando Maria Antonieta e sua mãe voltaram para casa pois Maria tinha de fazer o almoço para os irmãos enquanto sua mãe esfregava com toda a força as roupas no tanque da aldeia.
Quando já tudo parecia mais calmo, Maria Antonieta decidiu ir chamar seu pai que continuava a pés juntos diante do Quartel do Carmo.
Quando lá chegou disse ao pai:
- Pai, volta para casa comigo. Minha mãe nem comeu com tanta preocupação. Estamos todos muito apoquentados consigo!





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